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O que é glocal e por que você deve conhecer esse conceito.

23 de janeiro de 2019




Na esteira da globalização, a mistura de culturas modernas e globais com tradições locais é, hoje, uma realidade. As formas de consumo foram modernizadas e, com isso, mudou o consumidor e mudou o mercado. Destacar-se em meio a tantas marcas é um desafio para empresas de qualquer porte.

O cliente quer, hoje, experiências relevantes e uma boa interação com as marcas. Inovação é, portanto, essencial. Mas como fazer isso? E, afinal de contas, o que é glocal? Confira neste artigo.

O que é glocal?

Em poucas palavras, glocal é o intercâmbio entre valores culturais globais e locais, gerando um terceiro valor, que enfatiza, simultaneamente, os dois primeiros. Mais do que um termo da moda, a glocalização é o resultado de um mercado cada vez mais conectado e digital. Utilizá-la a seu favor é também saber valorizar a sua marca a partir de conceitos caros ao consumidor.

Ser uma marca glocal é saber aliar as forças de uma marca com características globais – incluindo produtos e serviços – a uma experiência customizada, personalizada. É uma maneira de garantir que, independentemente do tamanho da marca, suas campanhas e seus serviços dialoguem com o consumidor como uma empresa local faria, sem desconsiderar a perspectiva abrangente que grandes marcas oferecem.

Por que ser glocal é importante?

Se a glocalização combina o que há de melhor no global e no local, é preciso conhecer seu público e seus anseios. Política, economia e mercado são globais. Mas o coração do consumidor pulsa por aquilo que ele conhece, por suas referências individuais e comunitárias. Sua marca deve, portanto, considerar os valores de cada localidade em que atua. Isso permite um nível de engajamento maior, possibilitando um diálogo mais rápido e eficaz entre a marca e o cliente.

Mais do que conhecer o público, é preciso trabalhar com ele. É preciso entender se e como uma ação ou campanha funciona em cada localidade em que é promovida. E conseguir maleabilizar a sua marca para que ela seja universal – e consistente – em qualquer lugar.

Como posso ser glocal?

Fale a língua do seu cliente. E isso vai muito além do simples idioma, embora esta questão também seja fundamental. Exceda a tradução idiomática e crie laços fortes com seus públicos. Aquilo que está sendo vendido precisa dialogar com os valores do consumidor. Personalize a mensagem para quem vai recebê-la, mesmo que seja algo universal. Não é fácil, mas é essencial.

Uma marca que faz isso muito bem é a Nike. Tomemos como exemplo a campanha “Find Your Greatness” – algo que pode ser visto como uma aspiração universal, mas que, nos comerciais, foi moldada para diversas localidades, esportes e povos do mundo. Outro exemplo é a Dove, que, em busca da “beleza real”, engajou mulheres de todo o mundo em nível pessoal.

Ao manter a mensagem universalmente humana, forte e simples, é possível dialogar com praticamente qualquer público. Ao empregar recursos locais – como a geolocalização e as redes sociais –, a marca se aproxima desse público. E, de quebra, ainda consegue um feedback praticamente em tempo real.

Adapte-se ao mercado local e se torne relevante para ele. No entanto, para ser glocal, é fundamental não se esquecer dos valores universais e próprios da marca. E, ao manter características locais, o consumidor, além de se identificar, vai se encantar com sua marca.

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